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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Juventude bancária da Bahia e Sergipe sobre a Campanha Salarial

A Campanha Nacional dos Bancários 2015 se dá num contexto em que a maior parte dos setores econômicos do país é atingida em cheio pelos efeitos de uma crise capitalista sem precedentes desde 1929. Paradoxalmente, e revelando o poder desmedido que possui no Brasil, o setor financeiro não só manteve como conseguiu ampliar seu patamar de lucros bilionários (27% a mais do que no mesmo período em 2014!). Isso às custas de tarifas e taxas de juros extorsivas ao conjunto da sociedade, além da absurda exploração do quadro funcional, submetido diariamente a condições de trabalho precárias, remuneração defasada e ameaças constantes de demissão e/ou perda de função.

Não por acaso, a Campanha se desdobrou numa greve forte, que fechou mais de 12.000 agências Brasil afora, quantidade recorde nos últimos dez anos. Resposta à altura aos patrões, que não tiveram qualquer pudor em deixar claro que tentariam vencer a categoria pelo cansaço, enrolando dias a fio nas negociações para apresentar uma proposta inicial de míseros 5,5% de reajuste salarial, irrisória diante da inflação de 9,88% registrada no período. Em seguida, mantiveram silêncio por dias enquanto apostavam alto na desinformação da categoria ao plantar nas redes sociais todo tipo de boato difamatório às entidades sindicais, na vã tentativa de afastar o trabalhador da luta coletiva.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Juros bancários são os maiores em 20 anos

Dos 7 bancos avaliados na pesquisa, 5 subiram a taxa do cheque especial 

Os juros do cheque especial chegaram a 12,28% no mês em outubro - a maior marca desde setembro de 1995 - quando a taxa era 12,58%, informa pesquisa da Fundação Procon-SP.

Das sete instituições financeiras que fazem parte da pesquisa, cinco elevaram a taxa do cheque especial e uma a do empréstimo pessoal. A taxa média do cheque especial chegou a 12,28% ao mês, superior à do mês anterior, equivalente a 11,90%, acréscimo de 0,38 ponto percentual.
A maior alta verificada ocorreu na Caixa Econômica Federal, que alterou a taxa de 10,35% para 11,38% ao mês, variação de 9,95% em relação à taxa de setembro.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Paradoxos Brasileiros

Nivaldo Santana*

Desde o dia 6 de outubro os trabalhadores bancários do Brasil estão em greve. Segundo as principais lideranças nacionais da categoria, a greve pode ser longa, dada a postura intransigente da Febraban nas diversas rodadas de negociação.

Para uma compreensão mais ampla da legitimidade do movimento paredista dos bancários, vale a pena pinçar alguns dados produzidos pela Rede Bancária do Dieese a respeito da situação das cinco maiores instituições financeiras do Brasil.

Os cinco maiores bancos do Brasil (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) têm 19.693 agências, 439.422 funcionários e ativo que atinge R$ 5,5 trilhões (dados de junho/2015).

Essas cinco instituições tiveram, de janeiro a junho deste ano, R$ 33,6 bilhões de lucro líquido total. Os dois gigantes privados do setor foram os campeões em lucro. O Itaú atingiu a marca de R$ 11,9 bilhões e o Bradesco, segundo colocado, alcançou um lucro líquido de R$ 8,8 bilhões.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Tarifas aumentaram 169% em 3 anos

Enquanto os bancos oferecem 5,5% de reajuste salarial, que não repõe nem a inflação (9,89%), as tarifas cobradas pelas oito maiores instituições financeiras do país subiram 169% desde janeiro de 2013. Foi um aumento até 8,6 vezes maior que a inflação acumulada no período até agosto de 2015 (19,63%), segundo pesquisa feita pela Proteste Associação de Consumidores.

Além dos altos lucros, este é mais um indicador que comprova que a proposta da Fenaban é uma provocação, que impõe perdas aos bancários. No mesmo período, o reajuste dos salários da categoria foi de apenas 17,18%.

O Proteste avaliou as tarifas do Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Citibank, HSBC, Itaú e Santander. O maior aumento encontrado foi na cesta Exclusive Fácil (antiga Conta Fácil Bradesco Super) do banco Bradesco, que em 2013 custava R$ 23 mensais, em 2014 R$ 27,40 e agora no mês de outubro, passará para R$ 61,90 por mês.

No levantamento, foram encontrados pacotes de serviços com valores de até R$ 74 mensais, como o cobrado pelo Santander na cesta de serviço Van Gogh Max, que em um ano soma R$ 888.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Os bancos não ligam para os clientes

Os bancos tratam a campanha salarial dos bancários com total descaso. Apresentam uma proposta que impõe perdas e obriga a categoria a paralisar as atividades por tempo indeterminado. 

A atitude das empresas é também um desrespeito à população, responsável por colocar, no primeiro semestre deste ano, mais de R$ 55 bilhões nos cofres das organizações financeiras somente com tarifas.

Cientes dos abusos, os correntistas têm demonstrado simpatia ao movimento e utilizado os autoatendimentos. Bancários ficam nos comitês de esclarecimentos para prestar orientação àqueles que, por ventura, tiverem dificuldades na realização das operações.

Correntista do BB, Mara Lima, chama atenção para as tarifas. "Além dos juros altos, ainda temos de pagar tarifas aos bancos. Isso é uma imoralidade. Para completar, as agências são muito carentes. Privilégio só para os clientes vips".

Opinião semelhante tem Antônio Carlos Santos, correntista do Santander. "Até compreendo que os bancos têm de cobrar taxas para os serviços oferecidos. O problema é que são muito elevadas. Assim não tem dinheiro que chegue". 

Juros do cartão de crédito chegam a 350,79% ao ano

A taxa média de juros do cartão de crédito chegou a 350,79% ao ano, segundo levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) divulgado hoje (14). Ao mês, a taxa do cartão está em 13,37%, aumento de 0,34 ponto percentual em relação a julho.

No cheque especial, a taxa média ficou em 218,17% ao ano (10,14% ao mês), com elevação de 0,04 ponto percentual na comparação com julho. A taxa média geral de juros para pessoa física teve um aumento de 0,08 ponto percentual entre julho e agosto, chegando a 128,78% ao ano – 7,14% ao mês. Além do cartão de crédito  e cheque especial, a pesquisa leva em consideração o crédito para automóveis, o financiamento pessoal em bancos, o crédito em financeiras e os juros do comércio.

Comando reforça: reajuste é de 16%

A greve nacional dos bancários chega ao 10º dia nesta quinta-feira (15/10) sem nenhuma perspectiva de negociação com a Fenaban, muito menos com a direção dos bancos públicos. Todos se calam e ignoram o conjunto da sociedade.

Diante do cenário, a paralisação deve ser a mais longa dos últimos anos. Até porque, a categoria não aceita retrocessos e só faz acordo com uma pauta justa e o atendimento do reajuste salarial de 16% (aumento real de 5,7% mais a inflação). 

O posicionamento foi reafirmado em reunião do Comando Nacional, nesta quarta-feira (14/10), em São Paulo. Segundo o presidente da Federação da Bahia e Sergipe e membro da Coordenação Nacional da CTB-Bancários, Emanoel Souza, é "fundamental darmos um salto na qualidade da greve".

O balanço é positivo. A paralisação cresce a cada dia. A adesão dos bancários é recorde. Em todo o Brasil, 11.439 agências estão fechadas. A categoria tem contado com a compreensão da sociedade. Mas os bancos contam com os meios de comunicação, dispostos a ajudar no desgaste do movimento.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Tarifas e juros penalizam o cidadão

A ganância dos bancos não atinge apenas os bancários. Os clientes também são penalizados desde a abertura da conta. As tarifas cobradas pelas principais organizações financeiras subiram em até 169% nos últimos três anos. Os dados são da Proteste.


As taxas vão além. Os consumidores ainda pagam alto ao usarem o cheque especial, em 253,2% ao ano. Se recorrem ao rotativo do cartão de crédito, a enrascada é pior. Os juros batem na casa dos 403,5% ao ano. Tudo isso contribui para aumentar o lucro das empresas.

Não custa lembrar que no primeiro semestre deste ano, os cinco maiores bancos do país (BB, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander) lucraram, juntos, R$ 36,3 bilhões. Elevação de 27,3% ante o mesmo período de 2014. Isso em ano de crise. 

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