A Campanha Nacional dos Bancários 2015 se dá num contexto em que a maior parte dos setores econômicos do país é atingida em cheio pelos efeitos de uma crise capitalista sem precedentes desde 1929. Paradoxalmente, e revelando o poder desmedido que possui no Brasil, o setor financeiro não só manteve como conseguiu ampliar seu patamar de lucros bilionários (27% a mais do que no mesmo período em 2014!). Isso às custas de tarifas e taxas de juros extorsivas ao conjunto da sociedade, além da absurda exploração do quadro funcional, submetido diariamente a condições de trabalho precárias, remuneração defasada e ameaças constantes de demissão e/ou perda de função.
Não por acaso, a Campanha se desdobrou numa greve forte, que fechou mais de 12.000 agências Brasil afora, quantidade recorde nos últimos dez anos. Resposta à altura aos patrões, que não tiveram qualquer pudor em deixar claro que tentariam vencer a categoria pelo cansaço, enrolando dias a fio nas negociações para apresentar uma proposta inicial de míseros 5,5% de reajuste salarial, irrisória diante da inflação de 9,88% registrada no período. Em seguida, mantiveram silêncio por dias enquanto apostavam alto na desinformação da categoria ao plantar nas redes sociais todo tipo de boato difamatório às entidades sindicais, na vã tentativa de afastar o trabalhador da luta coletiva.






