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domingo, 3 de julho de 2016

Agência Cidadania - Augusto Vasconcelos informa sobre o 32º CONECEF - Sindicato dos Bancários da Bahia

O Sindicato do Bancários da Bahia tem um programa na TV Bandeirantes, acompanhe o do dia 28 de junho, com o Presidente Augusto Vasconcelos a informar sobre os Congressos dos Bancos Públicos no Agência Cidadania:

sábado, 2 de julho de 2016

TESE DA CTB ao 32º CONECEF - Organização do Movimento (final)

32° CONGRESSO NACIONAL DOS EMPREGADOS DA CAIXA (CONECEF)

TESE DA CTB- CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL


Organização do movimento

Para enfrentar os inúmeros desafios que estão postos, os trabalhadores precisam aperfeiçoar seus instrumentos de luta, em especial no que tange à organização do movimento. Faz-se necessária uma verdadeira chacoalhada na organização do movimento dos empregados da Caixa, a fim de permitir maior envolvimento da base nos rumos a serem tomados pelo movimento sindical.

Dessa forma, propomos a mudança nos critérios de eleição da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa. Acreditamos que, com vistas a respeitar a pluralidade de ideias no seio do movimento, aproximando a CEE do conjunto dos empregados, ela deve ser eleita no CONECEF através de chapas obedecendo ao critério proporcional. A CEE não deve estar atrelada a nenhuma Central Sindical, ela pertence a todos os empregados.

O CONECEF, importante instrumento de organização da luta na Caixa, precisa ser revigorado, transformando-se no espaço de definição da Campanha Específica. Entendemos que não podemos criar subterfúgios para esvaziar o papel político e histórico do CONECEF para a campanha salarial, sob o pretexto de que só podemos definir isto no âmbito da Conferência Nacional dos Bancários. Muito pelo contrário é importante expandirmos a participação dos empregados no CONECEF agregando-os também a todas as lutas em defesa dos nosso direitos e da Caixa 100% pública.

Outro aspecto a ser ressaltado refere-se à valorização das atribuições dos delegados sindicais e cipeiros, no intuito de fortalecer a organização no local de trabalho.


Campanha salarial 2016
Com base no cenário apresentado entendemos que devemos buscar avanços e ao mesmo tempo é essencial assegurar a manutenção das conquistas alcançadas.

Nós da CTB defendemos que nesta campanha salarial o foco que unifica todos os bancários é a elevação do Piso Profissional ao patamar do salário mínimo do DIEESE e um substancioso Aumento Real dos Salários. Além, obviamente, dos demais eixos que norteiam as campanhas salariais dos últimos anos.

Contudo, diante da avaliação apresentada acima, entendemos que precisamos avançar em cláusulas que inibam o massacre e o assédio, aos quais a categoria está submetida diariamente. Assim, questões como: Mais contratações; Mecanismos que inibam a retirada arbitrária de função; Mecanismos que garantam o respeito à jornada.

Avanços nas questões de saúde, segurança e condições de trabalho, bem como no fim às perseguições os contra colegas do REG/Replan, também ganham relevo.

Delegados de Chapecó no 32º CONECEF
FUNCEF

 O fundo de previdência é patrimônio dos empregados e todo cuidado é pouco quando discutimos o assunto. Não devemos fazer vista grossa para os problemas como também não devemos fazer coro aos que pretendem fazer uso político de tais problemas.

A questão do déficit deve ser apurada de maneira responsável, e se houver provas de mau-versação, corrupção etc, que os culpados sejam punidos. O que não podemos é culpar sem o devido processo legal.

Um dos problemas financeiros já apontados no passado é o não aporte da Caixa no tocante às ações de CTVA, sétima e oitava horas e outros temas. A Funcef não pode arcar sozinha com um problema criado pela patrocinadora.

sábado, 4 de junho de 2016

Tese da CTB ao 32º CONECEF - Conjuntura e defesa da Caixa 100% Pública

32° CONGRESSO NACIONAL DOS EMPREGADOS DA CAIXA (CONECEF)

TESE DA CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL (CTB)



Conjuntura Internacional


América Latina, Brasil sob o alvo do imperialismo

Um terrível golpe contra a democracia foi dado, decorrente da dura e acirrada luta política em curso no país, derivada da luta de classes, do confronto de dois projetos de Nação. Acontece que os processos históricos nacionais, sobretudo de países do porte do Brasil, estão cada vez mais imbricados com uma realidade mundial marcada por lutas para que se alterem suas relações de poder e pela dominância da lógica financeira, rentista, no âmbito de uma economia interligada e crescentemente globalizada. Assim, a luta política em andamento só pode ser compreendida em sua totalidade – situando o Brasil, a América Latina, e mesmo os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) – no contexto de um mundo regido por uma crise estrutural e sistêmica do capitalismo que se estende para seu sétimo ano.

Os trabalhadores e os povos resistem à dominação da oligarquia financeira e das forças pró-imperialistas. O mundo também se encontra envolto por uma luta entre países e blocos de países, da qual resultará o desfecho da atual transição em curso no mundo. O imperialismo estadunidense eleva a agressividade para tentar conter sua trajetória de declínio relativo e manobra buscando relançar sua hegemonia.

Nesse sentido, ganha destaque na situação internacional uma ação das potências imperialistas lideradas pelos EUA para conter e agredir qualquer país que contrarie seus interesses. A aliança EUA-União Europeia-OTAN atua para cindir os países BRICS, seja cooptando-os – como buscam os EUA em relação à Índia e parece que conseguirá com o Brasil –, seja agindo para tentar neutralizar e conter a Rússia, seja investindo contra a aliança da China e da Rússia, que promove a integração euroasiática. Também o Irã, a Síria e outras nações da América Latina e Caribe, destacadamente Cuba, Venezuela, estão submetidos a forte pressão econômica com expressivo componente exógeno e de guerra midiática. Na Argentina, essa tática alcançou o objetivo esperado pelo imperialismo e o novo governo neoliberal encareceu o custo de vida, está aplicando medidas que envolvem diminuições de custos do governo, inclusive com demissões em massa ao mesmo tempo em que renegociam a dívida dos fundos abutres, diminuem taxações de lucros e repreendem os movimentos populares. Apesar de mal ter chegado ao governo, no Brasil, o golpista empossado e seus ministros já sinalizaram aos EUA interesse em voltar ao seu papel subalterno

Os BRICS têm agido diretamente no sentido de acelerar a transição nas relações de poder no mundo em direção à multipolarização. Sua Cúpula em Fortaleza (julho de 2014) foi marca importante desse movimento, ao definir a constituição de meios para aprofundar a mudança na ordem econômica internacional, ao constituir um Banco de desenvolvimento e um Fundo de reservas para proteger suas economias nacionais. Agora esse banco começa a operacionalizar financiamentos em infraestrutura.

Quanto à crise do capitalismo, apesar de ideólogos desse sistema anunciarem que uma luz já estaria a brilhar no fim do túnel, baseados sobretudo numa frágil retomada da economia dos Estados Unidos da América, o fato é que o cenário geral ainda é de baixo crescimento. O Produto Interno Bruto (PIB) mundial segue com desempenho fraco, em 2015 cresceu abaixo dos 3% previstos, chegando apenas a 2,4%. Algo que já vinha ocorrendo nos 3 anos anteriores. A previsão pra esse ano não é muito diferente 2,9%.

Duas questões importantíssimas não se alteraram ao longo desse percurso que chega ao seu oitavo ano. Primeiro: a lógica financeira, rentista, segue no comando dos Estados nacionais da maioria dos países, sobretudo do centro capitalista. De “posse” desses Estados, aplica políticas para salvaguardar os ganhos fabulosos dos conglomerados financeiros e jogar o ônus da crise sobre os ombros dos povos e dos trabalhadores. Segundo: a crise agrava a desigualdade social já alarmante e eleva o desemprego. Dados da OIT prognosticam que nos próximos quatro anos o mundo terá 11 milhões de desempregados a mais. Assim, em 2019, não terão emprego 219 milhões de trabalhadores.

Os grandes países em desenvolvimento que haviam se safado razoavelmente dos efeitos dos primeiros anos da crise, desde 2011, agora são atingidos mais duramente. A China, em 2015, reduziu seu crescimento para cerca de 7% ao ano e deve seguir o mesmo esse ano. – número significativo, entretanto menor em comparação aos índices acima de um dígito verificados desde o final dos anos 1970; já a Rússia provavelmente terá índice negativo de crescimento mais uma vez; a América Latina terá uma contração de 0,5% no seu PIB. Um fator importante que concorre para a queda do PIB de países como Rússia, Venezuela e Irã é a forte queda do preço do petróleo. O Brasil é duramente atingido pela redução drástica do preço das commodities que exporta, tais como minério de ferro e soja, e pela crise política que o assola.

Na esfera da correlação de forças entre os campos políticos, pode-se afirmar que a crise, apesar de pôr a nu os limites históricos do capitalismo, e a despeito da luta e resistência dos povos, fortalece em plano mundial as forças conservadoras e reacionárias. No cômputo geral, as forças avançadas seguem atuando sob defensiva estratégica. Na Europa, por um lado, há o fortalecimento da contestação popular às medidas neoliberais de “austeridade”, com greves e protestos dos trabalhadores, e casos de rechaço eleitoral às forças que defendem a política do capital financeiro, como foi o caso da Grécia onde houve a vitória eleitoral do Syriza, e como é o caso da Espanha, onde crescem forças como o Podemos e a Esquerda Unida. Por outro lado, o que
prevalece e se robustece ainda é o bloco de forças da direita, além da persistente ação de forças de extrema-direita como aqueles que atuam em países como França, Alemanha, Reino Unido e Grécia.


Na América Latina e Caribe há uma escalada da direita e do imperialismo para tentar pôr um fim aos governos de esquerda e progressistas da região. Utilizam variados meios e novas e velhas táticas, como a guerra midiática, a guerra econômica, a judicialização da política, os intentos de golpe de Estado, as ameaças de agressão militar, o apoio e o financiamento externo da oposição, dentre outros, para tentarem lograr as “mudanças de regime” que almejam. Note-se que três dos principais países da América do Sul – Argentina, Brasil, Venezuela – passaram por situações políticas críticas e foram alvos dessa
investida. Cada um com singularidades, mas tendo em comum a forte influência de fatores externos, sendo que na Argentina o projeto neoliberal chegou ao poder por via democrática, no Brasil através de um golpe institucional e na Venezuela o governo continua com a esquerda, mas o parlamento eleito é de maioria de direita conservadora e antinacional.

Mesmo sob essa interveniência do imperialismo, desde 2013 as forças de esquerda e progressistas venceram as eleições presidenciais no Chile, em El Salvador, na Bolívia, no Brasil e no Uruguai. Essas vitórias políticas e os passos dados do processo de integração continental, como Mercado Comum do Sul (Mercosul), União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), propiciaram melhores condições à resistência e à jornada de lutas dos povos latino-americanos e caribenhos. Entretanto, a disputa política em torno dos rumos da América Latina e Caribe, sobretudo da América do Sul, ameaça essas conquistas, e com isso, as soberanias e a autonomia alcançadas. Diante disso é necessário reagir integradamente contra os avanços da direita neoliberal e impulsionar a unidade das forças populares e progressistas e as ações de solidariedade internacional em seu âmbito.

No caso brasileiro, essa interferência do imperialismo se intensificou desde a
descoberta da riqueza do pré-sal e ganhou visibilidade na espionagem da CIA em instituições e empresas do governo brasileiro, reveladas em 2013 – o que levou a presidenta Dilma a cancelar uma viagem oficial já marcada a Washington. Na campanha sucessória de 2014, organismos multilaterais hegemonizados pelos Estados Unidos, como é o caso do Fundo Monetário Internacional (FMI), e veículos da grande mídia, porta-vozes da oligarquia financeira, como é caso da revista britânica The Economist, se imiscuíram indevidamente no debate eleitoral em favor do candidatado tucano. No início de 2015, proliferaram análises nos principais meios de comunicação global, como The Economist, Financial Times ou Time, colocando o Brasil no alvo e até mesmo fazendo ilações sobre a interrupção do mandato da presidenta Dilma.

Em suma, a desestabilização do governo Dilma, embora tenha seguido uma
dinâmica muito própria da luta de classes no país, envolvendo a velha tática da bandeira contra a corrupção, faz parte, inegavelmente, de uma investida mais ampla do imperialismo para tentar derrotar o ciclo progressista em vigor por mais de 16 anos na América no Sul.


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