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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

FGTS enfrenta cobiça dos bancos - Augusto Vasconcelos

Sindicato dos Bancários da Bahia: 29 de Julho de 2016

Há algum tempo o lobby dos bancos privados pressiona para ter acesso aos recursos do FGTS, atualmente sob a administração exclusiva da Caixa. Retirar do banco público a gestão do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, implica em colocar em risco programas de financiamento habitacional de caráter popular e projetos de desenvolvimento, como saneamento básico, por exemplo.
 
Tal medida, se for levada adiante, representa mais um ataque ao caráter social da Caixa. A empresa enfrenta a ameaça de abertura de seu capital, o que na prática traria para sua gestão ideias de mercado que podem colidir frontalmente com a sua missão precípua de atender às camadas mais pobres da população, bem como atuar como agente regulador, ofertando juros e taxas menos agressivas.
 
A pulverização dos depósitos do FGTS significaria dizer que bancos privados poderiam utilizar recursos dos trabalhadores para suas operações de empréstimo. Assim, dinheiro da classe trabalhadora serviria ainda mais para ampliar os lucros vultosos do sistema financeiro, visto que estas empresas não possuem qualquer compromisso com o país, além de engordar os dividendos para seus acionistas.
 
Bancos públicos, como a Caixa que possui 100% de suas ações com o governo, para que tenham viabilidade e apontem para o cumprimento de objetivos diferenciados, dependem da gestão de fundos onde possam subsidiar operações com menos riscos de captação, ao tempo em que ofertem condições mais vantajosas para a sociedade. Isso ocorre pelo fato de que em tese não estariam submetidos apenas à lógica do lucro imediato, apesar de buscarem sustentabilidade nos negócios.
 
Se o Bradesco, Itaú, Santander e demais bancos tiverem acesso a este fundo, eliminamos na prática o diferencial competitivo e detonaremos toda estrutura de investimento a projetos sociais e estratégicos para Nação. Um banco privado toparia colocar recursos no programa de aceleração do crescimento, com taxas de retorno duvidosas?
 
Está em curso na verdade , a privatização da gestão do FGTS, fundada em uma concepção de esvaziamento do Estado e uma crença de que o mercado é mais capaz de gerir a coisa pública. Essa visão não é ingênua, tem endereço certo e o alvo é o desmonte do Estado Nacional.
 
Basta lembrar, que na crise de 2008 o governo diminuiu o depósito compulsório no Banco Central, visando disponibilizar mais crédito na economia. Enquanto a Caixa ampliou esforço de concessão de empréstimos, reduzindo juros e tarifas, os bancos privados retraíram e engolfaram os valores. Até o Banco do Brasil, que possui acionistas privados, optou, no primeiro momento, em se resguardar, para não expor a risco seus investidores. Não fosse a Caixa, os impactos da crise naquele momento teriam sido muito piores.
 
Sem um banco público forte o Estado possui pouca margem de atuação anticíclica para contornar momentos de turbulência econômica. Isso foi provado na prática.
 
As grandes corporações econômicas, que apoiaram o golpe no Brasil, preparam ataque ainda mais agressivo contra as estatais. A disputa pelo FGTS é mais um capítulo. Resistir aos poderosos interesses  em jogo é tarefa dos verdadeiros patriotas neste momento.
 
*Augusto Vasconcelos é presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, advogado e professor universitário.
Facebook: 
facebook.com/AugustoVasconcelosOficial

domingo, 3 de julho de 2016

Agência Cidadania - Augusto Vasconcelos informa sobre o 32º CONECEF - Sindicato dos Bancários da Bahia

O Sindicato do Bancários da Bahia tem um programa na TV Bandeirantes, acompanhe o do dia 28 de junho, com o Presidente Augusto Vasconcelos a informar sobre os Congressos dos Bancos Públicos no Agência Cidadania:

sábado, 2 de julho de 2016

TESE DA CTB ao 32º CONECEF - Organização do Movimento (final)

32° CONGRESSO NACIONAL DOS EMPREGADOS DA CAIXA (CONECEF)

TESE DA CTB- CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL


Organização do movimento

Para enfrentar os inúmeros desafios que estão postos, os trabalhadores precisam aperfeiçoar seus instrumentos de luta, em especial no que tange à organização do movimento. Faz-se necessária uma verdadeira chacoalhada na organização do movimento dos empregados da Caixa, a fim de permitir maior envolvimento da base nos rumos a serem tomados pelo movimento sindical.

Dessa forma, propomos a mudança nos critérios de eleição da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa. Acreditamos que, com vistas a respeitar a pluralidade de ideias no seio do movimento, aproximando a CEE do conjunto dos empregados, ela deve ser eleita no CONECEF através de chapas obedecendo ao critério proporcional. A CEE não deve estar atrelada a nenhuma Central Sindical, ela pertence a todos os empregados.

O CONECEF, importante instrumento de organização da luta na Caixa, precisa ser revigorado, transformando-se no espaço de definição da Campanha Específica. Entendemos que não podemos criar subterfúgios para esvaziar o papel político e histórico do CONECEF para a campanha salarial, sob o pretexto de que só podemos definir isto no âmbito da Conferência Nacional dos Bancários. Muito pelo contrário é importante expandirmos a participação dos empregados no CONECEF agregando-os também a todas as lutas em defesa dos nosso direitos e da Caixa 100% pública.

Outro aspecto a ser ressaltado refere-se à valorização das atribuições dos delegados sindicais e cipeiros, no intuito de fortalecer a organização no local de trabalho.


Campanha salarial 2016
Com base no cenário apresentado entendemos que devemos buscar avanços e ao mesmo tempo é essencial assegurar a manutenção das conquistas alcançadas.

Nós da CTB defendemos que nesta campanha salarial o foco que unifica todos os bancários é a elevação do Piso Profissional ao patamar do salário mínimo do DIEESE e um substancioso Aumento Real dos Salários. Além, obviamente, dos demais eixos que norteiam as campanhas salariais dos últimos anos.

Contudo, diante da avaliação apresentada acima, entendemos que precisamos avançar em cláusulas que inibam o massacre e o assédio, aos quais a categoria está submetida diariamente. Assim, questões como: Mais contratações; Mecanismos que inibam a retirada arbitrária de função; Mecanismos que garantam o respeito à jornada.

Avanços nas questões de saúde, segurança e condições de trabalho, bem como no fim às perseguições os contra colegas do REG/Replan, também ganham relevo.

Delegados de Chapecó no 32º CONECEF
FUNCEF

 O fundo de previdência é patrimônio dos empregados e todo cuidado é pouco quando discutimos o assunto. Não devemos fazer vista grossa para os problemas como também não devemos fazer coro aos que pretendem fazer uso político de tais problemas.

A questão do déficit deve ser apurada de maneira responsável, e se houver provas de mau-versação, corrupção etc, que os culpados sejam punidos. O que não podemos é culpar sem o devido processo legal.

Um dos problemas financeiros já apontados no passado é o não aporte da Caixa no tocante às ações de CTVA, sétima e oitava horas e outros temas. A Funcef não pode arcar sozinha com um problema criado pela patrocinadora.

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