III
- A SAÚDE DO TRABALHADOR E O DÉFICIT DA CASSI
28
- A saúde da categoria bancária precisa da prioridade e do
cuidado devido no acordo coletivo. Seu conteúdo é estratégico. Os
adoecimentos continuam aumentando, provocando sequelas e afastando
colegas. São consequências do trabalho flexível e das
reestruturações, das condições insalubres, das metas abusivas e
do assédio moral, cada vez mais flagrante, institucionalizados no
BB.
29
– A responsabilidade do BB com a saúde do funcionalismo em muito
ultrapassa a contribuição de 4,5%. Implica uma política de RH
humanizada. O Banco limita seu pensar em saúde a situações
pontuais (assalto, sequestro, etc.), cobra tarifas bancárias da
CASSI e transfere para ela a irresponsabilidade do elevado custo
resultante das condições de trabalho. Precisamos quebrar com os
paradigmas agora que somos levados a rediscutir o custeio, sem
esquecer que o BB piora as condições de trabalho ao mesmo tempo em
que reduz suas responsabilidades a cada reforma estatutária. Somos
contrários à transformação da CASSI num plano de mercado. As
últimas reformas estatutárias de 1996 a 2007 ocorreram com o
objetivo de desobrigar o BB da saúde dos funcionários e onerar os
associados. Em 1996, o BB retirou a responsabilidade integral pela
assistência médico-hospitalar, originalmente nos contratos de
trabalho de seus funcionários.

