Mostrando postagens com marcador CAMPANHA SALARIAL NACIONAL DOS BANCÁRIOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CAMPANHA SALARIAL NACIONAL DOS BANCÁRIOS. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de junho de 2022

Bancários reivindicam mais contratações e redução da jornada

Garantia dos empregos, o fim da terceirização, a preparação dos trabalhadores para as mudanças tecnológicas e a redução da jornada de trabalho para quatro dias. Estas foram as reivindicações apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários à Fenaban na segunda rodada de negociação da campanha salarial, realizada nesta segunda-feira (27/6), por videoconferência.

Na reunião, o Comando apresentou os dados do Dieese, que apontam o fechamento de 77 mil postos de trabalho no setor desde 2013, devido a fatores como: introdução de novas tecnologias, fechamento das agências bancárias e mudança das exigências no perfil do trabalhador e das agências.

Os bancos alegam que as mudanças ocorreram em função do aumento da concorrência, mas entre 2013 e 2021, mesmo com o surgimento de novos concorrentes, os bancos não perderam participação de mercado, ao contrário, houve aumento de 86% para 87% na participação nas operações de crédito.

Após desmontar os argumentos dos bancos, os representantes dos bancários reivindicaram o fim das demissões, da terceirização e precarização dos serviços e a requalificação dos trabalhadores para desempenho de novas funções ligadas as mudanças tecnológicas.

O Comando reivindica também a redução da jornada de trabalho para quatro dias, como forma de aumentar a produtividade e a satisfação com o emprego. Este é um debate importante, trazido de forma pioneira pela categoria, como forma dos trabalhadores se apropriarem dos benefícios trazidos pelas novas tecnologias. 

Na avaliação do secretário Geral da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, a reunião de hoje não apresentou nenhum avanço concreto, mas serviu para explicitar as posições dos dois lados da mesa sobre a questão do emprego.

PL 1043

Aproveitando que a audiência pública da Câmara dos Deputados sobre PL 1043/19, que autoriza a abertura dos bancos aos sábados e domingos, foi adiada para o dia 6 de julho, o Comando Nacional dos Bancários reivindicou que a FEBRABAN atue para congelar essa discussão no Congresso e traga o assunto para a mesa de debate com a categoria.

Os representantes da Fenaban levarão as reivindicações para a avalição dos bancos e apresentarão uma proposta global no fim das negociações.

A próxima rodada de negociação acontece no dia 6 de julho e terá como temas centrais as cláusulas sociais e segurança bancária.

Fonte: FEEB BA/SE

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Bancários cobram 5% de aumento real após lucros bilionários dos bancos

“Construímos ao longo de décadas a maior convenção coletiva da América, mas que se encontra ameaçada pela ganância dos bancos e pela reforma trabalhista”, diz Augusto Vasconcelos

Bancários da Bahia lançaram a campanha salarial na segunda-feira (20/06)


O Comando Nacional dos Bancários deu início nesta quarta-feira (22) às negociações da Campanha Salarial 2022, que vai renovar a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, com data-base em 1º de setembro. Em reunião com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), representantes do Comando aprovaram as datas e os temas das próximas rodadas de negociações, com base na minuta de reivindicações entregue no último dia 15 de junho.

Entre outros pontos, a categoria cobra 5% de aumento real, garantia de empregos, aumento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), fim das demissões coletivas sem negociação prévia, combate ao assédio moral e manutenção dos protocolos de segurança diante do novo avanço da pandemia. Para os estados, há também o desafio de negociar novos Acordos Coletivos de Trabalho.

É o caso da Bahia, onde o lançamento oficial da campanha ocorreu na segunda-feira (20), em frente ao Banco do Brasil do Comércio, em Salvador (BA). “Somos uma das poucas categorias do país que tem uma negociação coletiva de abrangência nacional”, lembrou, na ocasião, o presidente licenciado do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, na segunda-feira (20).

“Construímos ao longo de décadas a maior convenção coletiva da América, mas que se encontra ameaçada pela ganância dos bancos e pela reforma trabalhista. Porém, com unidade dos trabalhadores e trabalhadoras, venceremos este jogo”, agrega Augusto.

Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, afirma que o aumento real de 5% é uma das prioridades desta campanha. Embora boa parte das categorias tenha encontrado dificuldades até para conquistar a reposição integral da inflação, a dirigente explica que a situação dos bancos é diferente.

Para Ivone, não basta “recompor a inflação”, já que o setor financeiro continua a bater recordes de lucratividade. “Os bancários – que trabalharam para garantir lucros bilionários aos bancos (durante a pandemia) – querem ter aumento real em seus salários e a manutenção de todos os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho em vigência”, afirma a sindicalista.

Mesmo com a pandemia de Covid-19, os banqueiros não tiveram mesmo do que reclamar no biênio 2020/2021. Juntos, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander lucraram, no período, nada menos que R$ 157,6 bilhões. A farra continuou no primeiro semestre de 2022, quando os três maiores bancos privados (Bradesco, Itaú e Santander) tiveram, somados, R$ 18,2 bilhões de lucros – 7,8% a mais do que no primeiro trimestre de 2021.

“As instituições financeiras ganham cobrando altos juros dos clientes”, diz Ivone. “O endividamento das famílias chegou a 77,7% no mês de abril, o maior índice dos últimos tempos. A alta taxa de juros sufoca as famílias e, num ciclo vicioso, o endividamento gera renegociação e um novo endividamento ainda maior.”

Os bancos também aproveitaram a crise sanitária como pretexto de fachada para fechar agências e demitir trabalhadores, aumentando as margens de lucro. Os cinco grandes bancos fecharam 6 mil vagas desde o início da pandemia.

Segundo o Comando Nacional dos Bancários, as pautas da categoria serão negociadas em dias diferentes, a começar com emprego e terceirização, na próxima segunda-feira (27). “São temas centrais que englobam uma série de reivindicações da categoria. Isso contribui para organizarmos e agilizarmos as negociações”, diz Juvandia Moreira, presidenta da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).

Campanha Salarial Nacional dos Bancários


CALENDÁRIO DE NEGOCIAÇÕES:

– Segunda-feira, 27 de junho: Emprego e Terceirização

– Quarta-feira, 6 de julho: Cláusulas sociais e segurança bancária

– Sexta-feira, 22 de julho: Cláusulas sociais e teletrabalho

– Quinta-feira, 28 de julho: Igualdade de oportunidades

– Segunda-feira, 1 de agosto: Saúde e condições de trabalho

– Quarta-feira, 3 de agosto: Cláusulas econômicas

– Quinta-feira, 11 de agosto: Continuação das cláusulas econômicas


Fonte: Vermelho 

https://vermelho.org.br/2022/06/23/bancarios-cobram-5-de-aumento-real-apos-lucros-bilionarios-dos-bancos/

Mais vistos

Arquivo

  ©Template by Dicas Blogger.

TOPO